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  • Ana Paula Psicóloga

Falando um pouco de nós, mulheres.


Texto por:

Bruna Falcão


Vamos falar de coisa boa? Vamos falar sobre beleza! Hoje em dia, a maioria das pessoas se importam com a estética do corpo e procuram por esses serviços. Será que não seria hipocrisia afirmar: “Ai, não eu, pois só me preocupo com o interior”. Em alguma medida todos nós nos preocupamos sim com a nossa aparência, com o que apresentamos às pessoas, e se você não o faz, deveria. O mínimo de cuidado que devemos ter com o nosso corpo não é uma questão propriamente de estética, mas de higiene.


Para falarmos sobre esse assunto, vamos viajar no tempo. Para isso, vou indicar a década em que cheguei a este mundo e como as coisas eram naquela época. Nos anos 80, os padrões de beleza pareciam… na verdade, não tinha um padrão definido, quanto mais relativo a beleza. O auge era pegar um cenoura & bronze e flambar na areia da praia a cada verão. Lembro-me de que nem condicionar existia direito, o Neutrox foi a revolução dos cabelos soltinhos. Sutiã não tinha bojo e ninguém se escandalizava. E o que dizer dos pêlos, não é mesmo? O laser já existia, mas pouquíssimas pessoas tinham acesso a ele, a depilação era a cera fria tirada no brim ou jeans. Ai, dói só de lembrar! As pessoas eram muito naturais, pouco se falava em cirurgia plástica, botox, preenchimento, alisamento dos cabelos, ou produtos para beleza, o nosso famoso skin care, né meninas? As opções eram escassas e muito caras. Perfume era do Boticário, ou as alfazemas e águas de colônia. Para maquiar os rostinhos dos “brotos”, existia o batom 24 horas e a sombra azul ou rosa da Madonna que vinha em estojinhos do Paraguai.

Bem, essa breve descrição fornece uma noção do cenário da guerra que enfrentávamos. Desde lá, já se passaram exatos 40 anos e, hoje, não só temos inúmeros produtos e procedimentos, dos quais você certamente tem conhecimento, como também novidades galopantes na área que não conseguimos acompanhar. Contudo, uma coisa é certa: queremos tudo. Mal nos deparamos com uma propaganda no Youtube ou no Instagram e dizemos: “Preciso disso agora!”.

O fato é que realmente estamos mais bonitas, e isso é ótimo! Há solução para tudo: melhorar a nossa “cara” e o nosso corpo!

Trabalho na área da estética há 8 anos, e presenciei vários olhares saudáveis de auto provação, refletidos no espelho, por ter resolvido uma sobrancelha torta, ou por uma maquiagem leve que deu uma valorizada na beleza da pessoa. Como isso é maravilhoso, não é mulheres? Você sabe como é a sensação de resolver algo que a estava incomodando em sua aparência, ou em seu físico, não é mesmo? Parece que ganhamos o dia! Que maravilha!!!

Em contrapartida, não foram somente as soluções para corrigir todo tipo de imperfeições, como cirurgia plástica e creme para tudo, que aumentaram, mas também os medicamentos para depressão. Presenciamos hoje, todas as soluções para resolver as questões relacionadas com a beleza, mas parece que toda a tecnologia para absolutamente tudo que imaginamos e precisamos, ainda não atende em nada a demanda de tudo o que queremos. É o grande paradoxo da nova era da indústria 4.0.

Podemos ser gratos sim por tanto, no que diz respeito ao avanço da ciência que salva vidas, e a tecnologia que resolve tantos problemas. Graças a Deus por isso! Contudo, em uma observação mais empírica reconhecemos que temos tudo, mas parece que ainda nos falta muito. A demanda da alma, parece não ser suprida, e cavamos ainda mais os nossos poços que parecem sem fundo.

O que estamos procurando, então? A questão não é o quanto ser linda, magra e sarada como aquela moça do Instagram, mas sim que quando atingir esse objetivo, isto é, se você alcançá-lo, terá uma outra insatisfação para atender. Temos tudo e não sabemos quem somos. Com isso, vemos que não se trata apenas de um problema que podemos solucionar externamente com procedimentos cirúrgicos e utilização de produtos.

No decorrer da história, nunca se teve tantos casos de desordem emocional e psíquica quanto na contemporaneidade. O ser humano se desconectou da sua origem e se desvinculou de sua identidade. A ansiedade, as crises de pânico, os momentos de depressão parecem, a cada dia, tomar mais um fatia da população mundial. O que vemos é o sintoma de algo muito mais profundo. Precisamos urgentemente nos conectar à Fonte, Àquele que nos criou, na nossa origem, que nos diz quem de fato somos. Isso está para longe do que sentimos, pois se trata de uma Pessoa que nos dá identidade sólida, alguém em quem podemos confiar.

Não encontramos a solução olhando somente para nós mesmas. O ser humano não tem esse poder de se autodeterminar, mas Aquele que nos criou, e nos deu acesso por meio do Seu Filho chamado Jesus Cristo, tem! E Ele está bem próximo para nos ajudar quanto a isso. Olhe para Deus e todo seu questionamento será sanado. Ele é a palavra, e por Ele tudo se fez e Nele tudo se vivifica! Até mesmo a nossa aparência!

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© 2020 por Fabricio Vieira Pellenz